sábado, 15 de janeiro de 2011

Qualquer coisa para seus significados

Léo,

muita coisa será importante a partir de agora. E já que estamos trabalhando juntos, suponho que você deva estar ansioso com um monte de coisas, principalmente com suas idéias "quentinhas" das quais eu aguardo com certo pavor. Existe sempre um homem atrás da porta. Alguém prestes a cair.

Por isso, meu caro, a questão do filme (a queda) é a questão que vai nos envolver. Já sabemos do que o filme vai tratar. O que agora nos cabe é induzir a questão para bem perto do que queremos. Por isso o site, para refletir nossas questões.

Por isso eu penso que a coisa está bem mais clara pra você, sobretudo aquilo que a provoca. Os momentos de terror e angustia que está segundos antes do ocorrido, o pavor e a sentença de que estamos diante de algo inesperado. Por isso eu penso, por ser inesperado, será mesmo possível invocá-la? Será mesmo que somos capazes de fazermos a alquimia que for e trazer a coisa à tona? Através de ensaios? Eu penso que manisfetar a queda é pensar que não existe lei ou fórmula para isso. Como não existe fórmula para prever o acaso.

Então a questão é (e minha dúvida desde nossa conversa no alpendre): como trataremos a queda? Como conduziremos nossos atores para aquilo que queremos?
E em alguma parte sei que a resposta para isso é que não há resposta. Que vamos deixar a coisa toda fluir, e que isso é sim o modo, o único modo de tratar com o inesperado, com o acaso. Deixar que tudo se resolva sem ninguém aparentemente no comando. Dizer "aparentemente" é dizer que nunca se sabe quem/o que vai provocar a queda, mesmo que no nosso trato saberemos exatamente de onde a coisa vai vir, ou ao menos quem vai atingir (nossos atores, no caso).

Está aqui o filme que comentei, que é do Abbas e não do Apichatpong sobre o fato de se fazer ficção paracer documentário, vice-versa. Vamos ver?

http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2011/01/atraves-das-oliveiras-1994.html

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Malhas

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